E se os templos acabassem, como ficaria o evangelho ?
Interessante o relacionamento de pessoas para com instituições religiosas, com as denominações nas quais pertencem, com o templo e com seus líderes, e isso tem se mostrado proporcional à dependência religiosa em seus preceitos fundamentais. O amor à religião se tornou a gaiola de acomodação do homem, a prisão na qual ele mesmo se aprisiona por vontade própria, na falsa ilusão de estar fazendo algo para Deus, fazendo-o um ser meramente ajustável aos conceitos morais individuais, frutos de suas próprias ambições.
Mesmo que se tenha por parâmetro os resultados bons ou ruins da proliferação de templos religiosos, a banalização da mensagem do Evangelho é certa, e o desespero para a cura desse câncer apenas se concretiza pelo fato de que por diversos motivos o quadro se mostra quase irreversível.
E, invariavelmente à ganância do homem na reprodução de templos, muitas vezes para fins meramente proveitosos, que há visivelmente de se observar a beleza religiosa, construções magníficas, hoje com toda uma infra-instrutura contando com ar-condicionado, cadeiras individuais confortáveis (o individualismo tem se tornado a marca) e toda parafernália para o show como esquipamento de som, luz, iluminação, fumaça, telão … e os artistas. Um pequeno comentário sobre os artistas. Os grupos de “louvor” tem ditado o comportamento das denominações, onde muitas denominaçõs dem crescido em função à tais grupos, já ouvi dizer que “se não tem louvor, não há culto !”, tudo para a propagação de seguidores incautos do Evangelho.
Que não se diga acerca do Evangelho não ser compartilhado, contudo há limites no silêncio na percepção de que algo está escondido nos panos da mentalidade perversa do homem na necessidade de obter vantagens até mesmo com as palavras de Jesus.
E assmim, os templos se tornaram um vínculo tal de comunhão cristã que, na mentalidade da comunidade evangélica, se tornou impraticável o cristianismo se não for mediante a freguesia institucional.
A facilidade de demonstração de espiritualidade é fabulosa, assim como é necessário que certas práticas sejam exteriores pelo fato de estarem em conjunto, unidos supostamente pela mesma causa e na mesma crença. Certas práticas somente são práticas se exercidas no meio social que compactua com a mesma ideologia, gerando um vínculo, um círculo vicioso na promoção do que se tem por valoroso e aceitável. Ninguém consegue mais servir a Deus no ambiente familiar, não sabe o que é orar como Jesus nos ensinou, entrando no seu quarto e falando com o Pai em particular, necessita assim das “vigílias”, dos cultos de oração no templo, e de estarem dentro do templo para assim fazer.
É curioso notar que é no sistema religioso que as vontades de superiores mais se afloram ao ponto de ditar as condutas por meio das práticas mais comuns e corriqueiras. Não somente ao conjunto ideológico religioso, como também nos parâmetros para a compreensão da ação espiritual e da fé.
Pratica-se corajosamente as premissas da espiritualidade, fala-se jargões da presença espiritual evangélica, promove-se demonstrações evidentes de emoção, conta-se sobre os milagres de uma fé fundada na troca de favores entre Deus e os homens: Barganha !
Imagino se, por um fato qualquer, as instituições deixassem de existir, sendo os cristãos meramente cristãos com base no amor de Cristo, visando seguir Jesus e seu Evangelho como fundamento de uma vida não somente encurralada na alienação dos ditos incrédulos. O colapso seria tamanho ao ponto de a cristandade se esfarelar no desespero existencial religioso, e de nada adiantaria a ritualística e emocionalismo para o preenchimento da lacuna das regras humanas permeáveis no espírito. Tal colapso eu vislumbro todos os dias, a todo momento, a todo instante.
O desafio da emoção se estende no quarto de sua casa, na casa em que você mora, no escritório de seu trabalho. Saber que não haverá a “recarga espiritual” dominical é um fardo que assola a alma do religioso.
A sua regarga espiritual, ou seja, o que te motiva e faz aumentar a sua fé deve ser sua comunhão com o Espírito Santo, a leitura da Palavra, a comunhão com os irmãos em Cristo, com sua família, suas orações e seu modo de viver o evangelho no dia-a-dia, a cada momento, em cada situação.
Não participar do ritual confortante é a decadência da resistência humana, na aceitação de que as cerimônias religiosas são apenas para homem, do deus do próprio homem, jesus do próprio homem, santo do próprio santificador. Isso é o cristianismo, uma religião apenas, criada mais de 300 anos depois de Cristo contaminando o evangelho e a essência do que é ser discípulo de Jesus. Com dogmas doutrinas criadas e estabelecidas em concílios e decretos fechados com papas, bispos, e pastores.
Religião essa que foi em uma escala progressiva evoluindo desde a fundação malígna pelo imperador Constantino, com algumas modificações na chamada primeira reforma protestante, e de lá pra cá cada vez mais caminhando para um sentido mais oposto do que é a verdade, dos ensinamentos de Jesus e do motivo primordial da sua missão de sacrifício: Dar-nos gratuitamente, imerecidamente atravez da graça a salvação pela justificação dos nossos pecados. Salvar nossa alma do inferno que está preparado para Satanás, seus anjos e todos os que fizerem sua vontade, preferirem seguir o caminho de Caim, ouvir outro evangelho, mesmo que parecido com o autêntico, mas outro…
Minha oração é que essa palavra penetre na sua razão, abrindo seus olhos para que você não olhe para a religiosidade mas sim para Cristo.
Não Há Comentários
Ainda não há comentários.
Comentários RSS URI identificador do TrackBack
Deixe um comentário
